segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Recurso de Tecnologia Assistiva para DF

 
 Muitas são as dificuldades que distanciam as pessoas com deficiência do acesso à educação e de uma vida de inclusão. É nesta questão que atua a chamada tecnologia assistiva (TA) ou tecnologia adaptativa. O conceito, ainda pouco difundido, abrange todas as ferramentas e orientações desenvolvidas para ampliar as habilidades funcionais, promovendo maior autonomia e participação no processo educacional.
            Para a atual política de educação especial, a intervenção em tecnologia assistiva se faz pela prática do atendimento educacional especializado, não restringindo-se aos recursos tecnológicos em si, mas implicando uma ação educacional que promove a autonomia, a independência no exercício de atividades e a inclusão dos alunos com deficiência.
            De acordo com esta política, o atendimento educacional especializado é um serviço da educação especial que identifica, elabora e organiza recursos pedagógicos e de acessibilidade que eliminem as barreiras para a plena participação dos alunos, considerando as suas necessidades específicas. O atendimento educacional especializado complementa e/ou suplementa a formação do aluno com vistas à autonomia e independência na escola e fora dele; apoia o desenvolvimento do aluno; disponibiliza o ensino de linguagens e de códigos específicos de comunicação e sinalização; oferece tecnologia assistiva (TA); faz a adequação e produz materiais didáticos e pedagógicos, tendo em vista as necessidades específicas dos alunos; oportuniza o enriquecimento curricular para os alunos com altas habilidades. (MEC/SEEP 2008)
            As grandes e mais importantes barreiras estão, muitas vezes, na falta de conhecimentos, de recursos tecnológicos, na não aplicação da legislação vigente, na forma como a sociedade está organizada de forma a ignorar as diferentes demandas de sua população. Nesse sentido, o conceito e a prática da tecnologia assistiva também evolui saindo da concepção de recursos médicos ou clínicos para um bem de consumo de um usuário que busca um apoio tecnológico para resolução de um problema de ordem pessoal e funcional. Nessa perspectiva, o usuário deixa de ser um paciente e assume o papel de quem busca no âmbito da tecnologia assistiva a informação sobre o que é mais apropriado para suprir a sua deficiência e os recursos disponíveis para o seu caso específico. A tecnologia assistiva envolve hoje várias áreas do conhecimento tais como a saúde, a reabilitação, a educação, o design, a arquitetura, a engenharia, a informática, entre outras.


            Esse é um tipo de material pedagógico adaptado para auxiliar a vida escolar e a vida diária do aluno com DF, é o engrossador para vários objetos como o lápis, giz de cera, pente, pincéis, tubos de cola, talheres, escovas de dente, entre outros que ajudará o aluno a manusear esses objetos dando-lhes mais autonomia e possibilidades de expressar suas emoções, sentimentos, pensamentos e autonomia em desenvolver ou ampliar sua habilidade para escrever, colar, desenhar, pintar e fazer suas próprias refeições e higienização.
            Os recursos utilizados para a confecção desses materiais são bem simples para adquirir, podem ser utilizados pedaços de espumas, de tubos, e outros, que servem para fazer as adaptações nos objetos de uso escolar e da vida diária dos alunos, buscando com essa estratégia amenizar as dificuldades encontradas na vida escolar e social, de forma que eles sintam-se mais participantes do processo ensino aprendizagem, adquirindo mais autonomia, que é o objetivo do AEE.

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